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O Brasil e a epidemia de cesáreas
Programação
 | 15/08/2016 - 18:40

Há um consenso no imaginário do brasileiro: o parto normal é menos arriscado para a mãe e para o bebê. Porém, o Brasil ainda é o país que realiza o maior número de cesáreas no mundo. Uma das convidadas do Fórum, Daphne Rattner, presidente da Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento, explica que a cesárea só deveria ser recomendada diante de complicações. “A possibilidade de a mulher ter infecção é quase cinco vezes maior, segundo um artigo que a gente levantou e dados do Ministério da Saúde. A chance de a mãe vir a falecer numa cesariana eletiva mostrou-se 3,5 vezes maior que a probabilidade de a mulher morrer por outra cirurgia”.

Para tentar frear o crescimento de cesarianas desnecessárias, o Conselho Federal de Medicina criou novas regras para a realização desse tipo de cirurgia. Agora, a cesárea só poderá ocorrer após a mulher completar 39 semanas de gestação. A gestante terá, ainda, de assinar um termo de consentimento e o médico pode sofrer sanções caso contrarie essas regras. “Essa situação poderia se caracterizar pelo apoderamento do corpo da mulher nos seus processos reprodutivos pelo profissional de saúde seja através de tratamento desumanizado, de abuso da medicalização ou até mesmo da patologização de processos naturais”, explica o advogado e mestre em Saúde Global Jordão Horácio.

O programa traz, ainda, discussão sobre a importância da Doula, assistente de parto que acompanha a gestante com foco no bem estar da mulher durante o parto.

Não perca, é no Fórum desta semana. Fique atento aos dias e horários de exibição do programa.

Exibição inédita: 15/08, às 12h30.

Reapresentações: 16/08, às 9h; 17/08, às 20h30; 19/08, às 12h; 20/08, às 12h; e 21/08, às 12h.